07 Outubro 2020
Notícias

Investidores imobiliários não desistiram de Portugal

Apesar da pandemia, fundos estão a investir milhões no mercado de arrendamento de longo curso e em hotelaria de lazer, revela responsável da CBRE.

Nos últimos três anos repetiu-se sempre a façanha e bateram-se recordes, e, não fosse a pandemia, 2020 fecharia com novo marco histórico na captação de capital para investimento no mercado imobiliário comercial em Portugal, setor que agrega os segmentos dos escritórios, retalho, hotelaria, entre outros.

Na I Conferência da Promoção Imobiliária (COPIP), numa iniciativa da APPII – Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários, com coorganização da Vida Imobiliária, Nuno Nunes, diretor de investimento da consultora CBRE, adiantou que o setor da hotelaria e do retalho de rua continuam no foco dos investidores.

O diretor do departamento de investimento da CBRE garantiu ainda que vão mesmo “surgir boas surpresas até ao final deste ano e na primeira metade de 2021”, envolvendo transações de hotéis no valor de largos milhões. “Temos registo de pelo menos 600 milhões de euros em operações que estão a ser negociadas neste momento no setor da hotelaria”, adiantou ainda.

“Também o retalho de rua que está muito ligado à performance turística e que sofreu um abrandamento significativo durante o primeiro semestre, já começa a mostrar indícios de que vai assistir a transações relevantes até ao final do ano”, referiu Nuno Nunes, acrescentando que, por enquanto, o segmento dos centros comerciais continua afetado negativamente pela pandemia, sendo encarado com cautela pelos players do investimento imobiliário.

Outra grande novidade que se começa a delinear no mercado imobiliário de rendimento é o interesse dos investidores internacionais (que representam cerca de 90%  do investimento total que é feito em Portugal) por promoção imobiliária com componente mista de venda e arrendamento.

Fonte: Visão

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